FONCHA
A prenhe lua sobre o mar gravita
a gravidez da lua, a maré agita
a maré, com sua mão corpu-lenta, abala a onda
que passeia com a casa-cálcio-canoa do marisco
A FOrça da ONda
movemolda
a conCHA.
A prenhe lua sobre o mar gravita
a gravidez da lua, a maré agita
a maré, com sua mão corpu-lenta, abala a onda
que passeia com a casa-cálcio-canoa do marisco
A FOrça da ONda
movemolda
a conCHA.
A cidade escorre em minhas veias sangue que flui em linhas vermelhas sangra a autoestrada grava a dor na pele-avenida, amarelada de medo. Meu corpo-cidade em brasa aldeia incendiada pedaço de BRasil que queima não cicatriza por nada, só se esvai em fumaça. O chão cinza da cidade cimento duro de roer, é osso, solo fraturado só calcifica a dor.
Grande casa ancestral orgânica e seminal, joia rara crivada no fértil ventre terral. Chão de terra, teto natural entrada sempre aberta, onde tudo nasce, berra um ciclo inicia, outro encerra. Casa é útero quente abriga, acolhe, conserva moradia de brava gente que cuida, zela por ela. Estrutura viva, bioconstrução tupi. feita de muitas mãos é Casa-coração. Casa é proteção nela mora a imensidão a palha-manto cobre e enfeita o doce torrão. Na casa ancestral tudo se ajeita Se estreita, se fortalece no balanço da rede se dorme, sonha, e CRESCE.
As estrofes foram organizadas para preservar a leitura do PDF original.
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