seres estranhos, os poetas, espalhados pela cidade
curiosos infantes
desbravam memórias
descobrem a história
puxam o cobertor em dias de frio.
fez frio
veio da chuva meteórica em rota vertiginosa
fugi, me escondi subi
o 117
Bispo
poetas vivem dá escassez
às vezes
do amor muitos mútuos
morri
foram dias de escassez de sentimentos
os bons
não tem vez
MIX de centrífugaS sensações
não podia, não devia, tampouco queria
tão pouco tão pouco
mas sonhei poesia
mas? MAIS MAIS MAIS
sobrou foi poesia
poetas são colo casa caminho de abrigo
para tempos difíceis
sonham embalados por memórias
ontem fiz sete anos e minha mamãe não veio me cobrir
já tenho cobertor.
— QUER ?
NADA PASSOU, NEM PASSARINHO
quando criança brincava de Três Marias
vulgo pedrinhas
rogo DEVOLVE-LHE A INFÂNCIA
na terra batida, de pés descalços
brincava de amarelinha
não existiam os paralelepípedos lhe desenhando
mosaicos em mais de 50 tons de cinza
subindo lentamente pelas paredes
emparedado vivo
morre hoje um pouco todos os dias.
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